É a ciência que investiga e controla a relação homem-alimento para preservar a saúde humana. O nutricionista planeja, administra e coordenam programas de alimentação e nutrição em empresas, escolas, hospitais, hotéis, restaurantes comerciais, suas e asilos, entre outros locais. Ele define os cardápios das refeições, sugerindo pratos que supram as necessidades nutricionais de clientes, pacientes ou hóspedes. Orienta e prescreve dietas individuais ou de grupo, para diabéticos, hipertensos, obesos, pacientes de doenças renais, hepáticas ou qualquer outra cujo tratamento exija acompanhamento alimentar específico. Para garantir a qualidade do que vai ser consumido, seleciona os fornecedores, controla matérias-primas e supervisiona a preparação dos alimentos.
O mercado de trabalho
As políticas públicas têm aberto oportunidades de trabalho para os nutricionistas. O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) exige que o responsável técnico seja um bacharel em Nutrição. O mesmo vale para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), mais conhecido como merenda escolar, que determina que as prefeituras contratem nutricionistas para cuidar da alimentação das escolas públicas. Esses profissionais também integram os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nas), que dão suporte direto às equipes do Programa Saúde da Família (PSF), do governo federal. O Sul e o Sudeste do país, devido à grande concentração de indústrias, ainda são as regiões que mais empregam nutricionistas. Em 2008, os restaurantes industriais e a área clínica foram os segmentos que mais absorveram esses bacharéis. Também há considerável oferta de emprego no segmento de alimentação coletiva, que abrange alimentação institucional (restaurante industrial), empresas de tíquete-refeição (em que o profissional é responsável, por exemplo, pelo credenciamento e descredenciamento dos estabelecimentos que aceitam o tíquete como forma de pagamento) e de cestas de alimentos (em que uma das funções do nutricionista é fazer o cálculo nutricional dos itens que compõem as cestas). Outra possibilidade são as redes varejistas, como supermercados, restaurantes, padarias, bufês e hotéis, que contam assiduamente com os graduados em Nutrição. Indústrias alimentícias, como a Nestlé, a Unilever e a Sadia, costumam abrir vagas para o profissional de desenvolvimento de produto. Além disso, como aumento do número de obesos, o crescimento de casos de doenças do metabolismo, como o diabetes, e a crescente preocupação das pessoas em ter uma alimentação saudável, a tendência é que haja maior procura pelo nutricionista para trabalhar com prevenção. As melhores oportunidades estão em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte, mas é possível encontrar vaga sem regiões industriais, como Campinas, no interior de São Paulo, e Camaçari, na Bahia. No interior do país há carência de profissionais e, por isso, a remuneração tende a ser atrativa.
O curso
A maioria das disciplinas do currículo básico é da área médica, como fisiologia, anatomia e bioquímica. Mas boa parte do curso é dirigida à formação profissional, com aulas teóricas e práticas sobre qualidade nutricional dos alimentos, educação e higiene alimentar e avaliação nutricional. Nas aulas práticas de cozinha, o aluno aprende técnicas de preparo e conservação dos alimentos e investiga as transformações que eles sofrem antes de ser disponibilizados para o consumo. As disciplinas de patologia, farmacologia, dietoterapia e microbiologia dos alimentos complementam a formação profissional. O estágio é obrigatório, assim como o trabalho de conclusão de curso.
Duração média: quatro anos.
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